Com máquinas fotográficas e telemóveis sempre a disparar, o Terreiro do Paço encheu-se de flash’s de milhares de cameras, para mais tarde recordar aquilo que foram as comemorações dos 40 anos do 25 de Abril de 1974.
O espectáculo de vídeo, organizado pela empresa municipal encarregada da animação cultural da cidade foi o que captou mais a atenção das pessoas. Assim que o espectáculo de vídeo mapping Projectar Abril começou, fez-se um silêncio estranho para uma noite de Lisboa com lotação esgotada: apenas se ouviam os passos de pessoas apressadas para ver o espectáculo e os flash’s das máquinas fotográficas. De olhos postos na fachada nascente do Terreiro do Paço, as animações 2D e 3D, fizeram as maravilhas tanto dos portugueses como dos estrangeiros que por lá passavam.
As comemorações organizadas pela a Associação de Turismo de Lisboa, pela EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural) e pela Câmara Municipal de Lisboa, contaram ainda com concertos de bandas portuguesas que entoaram canções de intervenção alusivas, claro, à Revolução do 25 de Abril. Os concertos cruzaram artistas de diferentes gerações e estilos musicais, interpretando reportório próprio e de referência ao “cancioneiro de Abril”. Nomes como Camané, Capitão Fausto, Linda Martini, Maria do Céu Guerra, entre outros, fizeram parte dos artistas convidados.
Com convicções de direita e de esquerda, crianças e adultos, todos se acabaram por juntar naquela zona importante da capital, um espaço que havia sido complicado de ocupar no 25 de Abril de 1974, para ver a “chuva de cravos” numa criação do grupo Luso Pirotecnia.
Várias foram as opiniões dos portugueses que estavam a assistir ao espectáculo mas a convicção de que o governo é o culpado pela situação complicada em que Portugal se encontra é uma realidade. Uns acham que estamos a regredir, outros acham apenas que Portugal não soube aproveitar aquilo que os militares tanto se esforçaram para ter – um país democrático.
O 25 de Abril de 1974 ficará, para sempre, na história como o dia em que Portugal deu os seus primeiros passos em direcção à democracia.
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