quarta-feira, 28 de maio de 2014

Jovens debatem no Parlamento a crise demográfica

O programa Parlamento dos Jovens, promovido pela Assembleia da República e organizado em colaboração com outras entidades, contou com a presença de 130 estudantes eleitos nas escolas secundárias de todo o país.
Segundo uma nota do Parlamento, este programa procura incentivar o interesse dos jovens pela participação cívica e política.

A Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens do Ensino Secundário sobre o tema "Crise Demográfica: emigração, natalidade, envelhecimento" foi trabalhada durante todo o ano lectivo e contou com a presença de deputados de vários partidos da Assembleia da República.
Nesta sessão, após um período de perguntas aos Deputados de todos os grupos Parlamentares - PSD, PS, CDS-PP, PCP, BE e PEV - foram propostas 20 medidas pelas Comissões das quais apenas 10 podem ficar em Recomendação à Assembleia da República.

No período de perguntas, a percentagem de abstenção das eleições europeias foi o enfoque principal por parte dos jovens deputados. Pedro Pimpão, secretário da direcção do Grupo Parlamentar do PSD, vê a abstenção como um livro com muitas leituras, não só pela parte da descrença da população, como referia a pergunta feita pelo ciclo dos Açores, mas sim como a falta de interesse em participar ou simplesmente por não se reverem nas políticas discutidas.

Questionada sobre a credibilidade dos deputados ali presentes, tendo em conta "que a soma dos votos nulos e brancos e da abstenção representa uma maioria mais do que absoluta", Isabel Moreira, deputada do PS, defende-se dizendo que é "apenas deputada das decisões" nacionais e que "a distância de nacionais é maior do que a das europeias".

O BE diz que "a palavra dos jovens não funciona só aqui (nestas sessões)", concluindo que pegam nas propostas, mas que o "o sistema não é perfeito".

Diana Ferreira Santos

terça-feira, 27 de maio de 2014

Chuchas vencedoras

Ontem, decorreu no Museu da Eletricidade, em Lisboa, a competição nacional do grupo "A Empresa", pelo Junior Achievement Portugal. Para quem não sabe, esta competição envolve diversas fases e ontem foi a fase final, onde 24 mini-empresas pré seleccionadas são agora escolhidas para ir a Tallinn representar Portugal.

Os vencedores foram a mini-empresa 4Baby da Escola Profissional Magestil, em Lisboa.
O produto, Probaby, é um adaptador universal para chuchas. Sim, isso mesmo, para chuchas!
Basicamente possui duas abas que através de um mecanismo de mola irão fechar, mal a chucha entre em contacto com o chão, protegendo, assim, a tetina da transmissão de bactérias.
Sendo assim, será a equipa da imagem que irá representar o nosso país, em Tallinn.

Ana Pereira :)

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Um jogo de emoções fortes

Foi no passado 14 de Maio que o Benfica perdeu para os espanhóis. A equipa de Sevilla venceu a Liga Euripa, ao bater o SLB nas grandes penalidades, após os encarnados falharem dois.
Durante o total de 120 minutos de jogo não houve golos.
Com muita emoção por parte dos adeptos benfiquistas, assisti ao jogo no Marquês e resolvi fazer uma reportagem.
Ana Pereira :)


terça-feira, 13 de maio de 2014

Cervejaria ou Barbearia?

Na sexta-feira fui ao Purista Barbière, que para quem não sabe, é um espaço multifacetado situado na Rua Nova da Trindade.
Para além de muito bem recebida pelo "mestre de cerimónias" Francisco Donas Botto e pelos restantes funcionários, ainda tive o prazer de "degustar" a cerveja, que é óptima.
Com uma cerveja SUPER diferente, de origem belga, este espaço reúne, ainda, um espaço de barbearia, uma mesa de snooker, música ao vivo e livros. Dito isto, para além de poder sentar-se a beber a sua cerveja que custa apenas 3€ e tem uma técnica de servir muito diferente do que é esperado, ainda pode relaxar no espaço que mistura muitas áreas.
Para quem quiser conhecer um bocadinho mais, oiça a reportagem e aceda ao facebook deste local: 
E ao site : http://opurista.pt/
Ana Pereira

sexta-feira, 9 de maio de 2014

CDU junta-se aos protestos contra conferência do BCE a 25 de Maio

João Ferreira, deputado do PCP no Parlamento Europeu e primeiro candidato da lista da Coligação Democrática Unitária (CDU) às eleições para o Parlamento Europeu, contesta a realização da conferência “Política monetária num contexto financeiro em evolução”, prevista para começar a 25 de Maio, dia das eleições europeias.

No protesto enviado pela CDU ao presidente da Comissão Europeia, a coligação que agrega o PCP e Os Verdes mostra-se surpreendida e indignada com a conferência agendada para o dia 25 de Maio, em Sintra. A Coligação da Democracia Unitária acusa Durão Barroso, actual presidente da Comissão Europeia de “influenciar o ambiente político e os resultados das eleições para o Parlamento Europeu” que decorrem precisamente nesse dia.

A realização desta conferência é vista como algo “absolutamente inaceitável” porque, segundo o comunicado divulgado pela CDU, para além desta conferência ser dada no dia que é, vai contar ainda com a participação do presidente da Comissão Europeia, a par de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, e de Christine Lagarde, directora-geral do Fundo Monetário Internacional. Que são as mesmas instituições que compõem a troika que prestou auxílio a Portugal com o programa de assistência económica e financeira que termina dia 17 deste mês.

O protesto enviado a Durão Barroso “exige que a Comissão Europeia não só nela não participe como dela se demarque”. Acrescentando ainda que esta iniciativa “afronta as leis nacionais em vigor”, como a legislação eleitoral e a “própria soberania nacional”. A lei eleitoral portuguesa proíbe iniciativas de índole política no dia anterior e no próprio dia das eleições.

O Bloco de Esquerda, que já se queixou à CNE - Comissão Nacional de Eleições e ao Presidente da República sobre este caso, argumentou que o dia escolhido para a conferência e a maneira como ia ser realizada era uma “golpada eleitoral” onde iria ser feita propaganda da troika sem que os partidos da oposição pudessem fazer qualquer tipo de comentários.

Diana Ferreira Santos para Jornal Público
Link: http://www.publico.pt/politica/noticia/depois-do-be-e-a-vez-da-cdu-protestar-1635248

terça-feira, 6 de maio de 2014

As rainhas atracaram em Lisboa

Foi com um calor abrasador que as três rainhas atracaram em Santa Apolónia.
Queen Mary 2, Queen Elizabeth e Queen Victoria foram três dos seis navios de cruzeiro que chegaram hoje à capital.
Para além desta novidade, Lisboa bateu um recorde! Recebeu pela primeira vez 6 navios de cruzeiro e 18 mil passageiros no total.
Mas será que esta "invasão" foi boa para o comércio lisboeta? Foi isso que fui tentar descobrir
Ana Pereira

quinta-feira, 1 de maio de 2014

"Custe o que custar, nós [os trabalhadores] venceremos"

Foi ao lado da Torre de Belém, no dia um de Maio, que decorreu mais uma manifestação da Unidade Geral de Trabalhadores. Este encontro teve como temas o aumento do salário mínimo, mais oportunidades para os jovens, condições de trabalho dignas, melhoria de salários e pensões, empregos de qualidade e um regime de segurança social público.

Em comemoração dos 40 anos do Dia do Trabalhador, para os manifestantes e apoiantes este teve um significado especial. Ao som de músicas de intervenção, as pessoas foram-se juntando para fazerem piqueniques e até para cumprimentarem pessoas que já não viam há algum tempo. O ambiente era de descontracção total, algumas pessoas passeavam os cães, outros andavam pelo jardim em brincadeiras com os mais novos e praticamente todos eles tinham bonés e bandeiras com o logótipo da UGT.

Desde crianças e adultos, as bandeiras no ar eram abanadas fervorosamente, uns como manifestantes, outros apenas “por piada” como diz Rute Pedreira, uma menina de oito anos.

Assim que os concertos acabaram, o palco encheu-se de todos os antigos e recentes sindicalistas da UGT. Os apoiantes e manifestantes foram-se juntando em frente ao palco para ouvirem os discursos dos representantes da UGT como o secretário-geral Carlos Silva e da sua presidente Lucinda Dâmaso.

Por volta das 16h30 começaram os discursos. Bruno Teixeira, representante do sindicato da juventude da UGT, foi o primeiro a discursar. “Hoje não podemos afirmar que estamos como dantes mas a democracia ainda não chega a todo o lado, sofremos consequências de outro tipo de ditadura - uma ditadura sem rosto e sem voz”.

Lucinda Dâmaso, a presidente da UGT, reforçou a ideia de que “não nos podemos esquecer das conquistas que tivemos” há 40 anos atrás. A “UGT tem sido o grande contribuinte para a liberdade”, vamos “sempre apoiar os trabalhadores”. A presidente não deixou de frisar o momento em que, há 128 anos, os trabalhadores conseguiram “mudar a maneira como somos tratados”.

“ Viva a UGT, viva a UGT, viva a UGT”, foi como Carlos Silva, actual secretário-geral da Unidade Geral dos Trabalhadores, conseguiu agarrar o público. Orgulhoso daqueles que lutaram pelos direitos dos trabalhadores, não esquece o passado. Os “homens dos descobrimentos” também não foram esquecidos neste dia que representa os 40 anos de Democracia – “a memória do passado é a mais viável lembrança de que não nos podemos esquecer”.
Para o governo “as pessoas estão em último lugar”, “nunca se preocupam com os direitos dos portugueses, desvalorizam os trabalhadores e abandonam os pensionistas”.

“Basta, basta, basta”. Carlos Silva terminou o seu discurso com um apelo aos portugueses – “votem no dia 25 de Maio. É na Europa que se tomam as decisões, é lá que queremos estar”.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Uma "visão" diferente

Hoje foi o encontro de autores da Revista Visão, criada em 1975.
Esta revista continha banda desenhada apenas criada por autores portugueses, os 7 magníficos.
Presente neste encontro esteve o criador da revista Vítor Mesquita e os autores Carlos Barradas, António Pilar, Carlos Zíngaro e Pedro Massano. Apenas os dois primeiros foram entrevistados.
Espero que seja interessante ver a perspectiva de uma revista criada "há muito tempo atrás".
Ana Pereira

segunda-feira, 28 de abril de 2014

40 anos de liberdade

Na noite de 24 para 25 eu e a Diana fomos para o Terreiro de Paço,  no âmbito das celebrações dos 40 anos do 25 de Abril.
Com a apresentação de um video mapping e de concertos, fiz esta reportagem com alguns testemunhos.
Espero que gostem :)
Ana Pereira

sexta-feira, 25 de abril de 2014

"Chuva de cravos” no Terreiro do Paço, 40 anos depois

Com máquinas fotográficas e telemóveis sempre a disparar, o Terreiro do Paço encheu-se de flash’s de milhares de cameras, para mais tarde recordar aquilo que foram as comemorações dos 40 anos do 25 de Abril de 1974.

O espectáculo de vídeo, organizado pela empresa municipal encarregada da animação cultural da cidade foi o que captou mais a atenção das pessoas. Assim que o espectáculo de vídeo mapping Projectar Abril começou, fez-se um silêncio estranho para uma noite de Lisboa com lotação esgotada: apenas se ouviam os passos de pessoas apressadas para ver o espectáculo e os flash’s das máquinas fotográficas. De olhos postos na fachada nascente do Terreiro do Paço, as animações 2D e 3D, fizeram as maravilhas tanto dos portugueses como dos estrangeiros que por lá passavam.

As comemorações organizadas pela a Associação de Turismo de Lisboa, pela EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural) e pela Câmara Municipal de Lisboa, contaram ainda com concertos de bandas portuguesas que entoaram canções de intervenção alusivas, claro, à Revolução do 25 de Abril. Os concertos cruzaram artistas de diferentes gerações e estilos musicais, interpretando reportório próprio e de referência ao “cancioneiro de Abril”. Nomes como Camané, Capitão Fausto, Linda Martini, Maria do Céu Guerra, entre outros, fizeram parte dos artistas convidados.

Com convicções de direita e de esquerda, crianças e adultos, todos se acabaram por juntar naquela zona importante da capital, um espaço que havia sido complicado de ocupar no 25 de Abril de 1974, para ver a “chuva de cravos” numa criação do grupo Luso Pirotecnia.

Várias foram as opiniões dos portugueses que estavam a assistir ao espectáculo mas a convicção de que o governo é o culpado pela situação complicada em que Portugal se encontra é uma realidade. Uns acham que estamos a regredir, outros acham apenas que Portugal não soube aproveitar aquilo que os militares tanto se esforçaram para ter – um país democrático.

O 25 de Abril de 1974 ficará, para sempre, na história como o dia em que Portugal deu os seus primeiros passos em direcção à democracia.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

"A Primavera é linda!"

Hoje é o último dia do espectáculo "A primavera é linda", que junta imagens e sons num único sítio... O Terreiro do Paço.
As crianças que participam neste "vídeo mapping" trouxeram as pessoas, mesmo com o frio, para um ambiente primaveril!
De forma magnífica e com uma banda sonora que faz a harmonia entrar pelas pessoas, este foi um espectáculo que valeu a pena ver!
Ana Pereira

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Um casal persistente

Antes de explicar a reportagem, quero deixar claro que nunca esta reportagem passaria numa rádio, pois apenas foram ouvidas as alegadas vítimas e não foram ouvidas outras partes, como a Procuradoria Geral da República, PSP, entre outras entidades.

Esta reportagem é acerca de um casal que está há quase 19 anos à porta da PGR de Lisboa a fazer uma "manifestação". 
Florindo Beja, foi alegadamente roubado pelos dois irmãos, que o declararam como morto num barco para a Índia. Bem vivo e sem nunca ter andado de barco, espera há 18 anos que "seja feita justiça". 
A sua mulher, Flora Beja, acompanha-o, pois também se viu envolvida na história, quando após saber que o marido estava "morto", soube que estava casada com outro homem. 
Oiçam para saberem mais, mas há coisas incríveis não há?!
Ana Pereira

quarta-feira, 16 de abril de 2014

"A manchete não era eu que a tinha, eram eles que chegavam com ela"

Numa tentativa de promover os 40 anos da revolução dos cravos, a RTP juntou, numa conferência, os testemunhos de antigos militares e jornalistas, que acompanharam na primeira pessoa a data em que Portugal viria a ser considerado um país democrático, o 25 de Abril de 1974.

“Vamos fazer um golpe de estado e precisava que você me dissesse quem são os tipos que temos de neutralizar”, foram as palavras que Adelino Gomes, o actual investigador universitário, utilizou para descrever a conversa que teve com Coronel Teófilo Bento, antigo miliciano do 25 de Abril, na madrugada de quinta-feira, precisamente, no dia 25 de Abril.

Adelino Gomes, que já tinha “ouvido falar” do golpe que viria a acontecer, ao qual não deu grande importância na altura, desenhou, quase que de imediato, um croqui da RTP, de maneira a ajudar a entrada dos militares para que estes pudessem tomar a estação televisiva em causa.

Quase comparado a um almoço entre ex-companheiros, o colóquio, mediado por Maria Pedroso, actual jornalista da Antena 1, foi uma troca de ideias entre os antigos militares e os jornalistas que acompanharam de perto toda a situação, como por exemplo a ocupação da Rádio Renascença.

“É melhor não sair porque não sabemos para que lado vai cair”, disseram os militares, que tinham tomado a RR, a Paulo Coelho quando este antigo locutor da Rádio Renascença se disponibilizou de imediato a fazer uma reportagem na rua.

Ainda não se sabia o que viria a acontecer mas, a verdade, é que Portugal se tornou num país democrático na madruga de quinta-feira, dia 25 de Abril de 1974.

Ramalho Eanes e Jaime Gama também fizeram parte do painel de testemunhos. “Fazer uma revolução é fácil mas estabelecer o poder é que é complicado”, foi a frase utilizada pelo ex-presidente da República, António Ramalho Eanes para descrever aquilo que viria a ser a sua futura função no quadro do 25 de Abril.

Instantes depois deste golpe militar, Portugal ficou, rapidamente, a ser falado pelo mundo, segundo o testemunho de Joaquim Furtado, antigo jornalista da Rádio Clube de Português, “A manchete não era eu que a tinha, eram eles que chegavam com ela e, era aliás, uma manchete que horas depois era notícia em todo o mundo”.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Um "susto" de Vila

Hoje visitei a Vila Neves, uma vila que se encontra por baixo do Cemitério dos Prazeres.
Entrevistei as pessoas que lá moram e todas "vivem com o coração nas mãos".
A história passa por desabamentos constantes sobre as casas dos moradores. O cemitério que a qualquer momento pode cair em cima desta que era uma vila pacífica, assusta qualquer pessoa que apenas passe para observar.
A reportagem foi editada e escrita por mim, mas a Diana foi lá comigo e ajudou bastante na criação desta peça.
Ana Pereira

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Três ex-presidentes debatem se valeu a pena o 25 de Abril, 40 anos depois

Os ex-presidentes da República, António Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio debatem segunda-feira os 40 anos do 25 de Abril, numa conferência promovida pela fundação Calouste Gulbenkian. O desafio que lhes é lançado interpela-os: "Valeu a pena?"

Todos partilham o passado de um cargo que teve bastante importância em Portugal nos anos seguintes ao 25 de Abril de 1974. O debate apresentado, tem como título “Valeu a Pena?” e será moderado pelo actual presidente do grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão.

A conferência “O 25 de Abril, 40 anos depois” que se vai realizar segunda-feira, 14 de Abril, será aberta ao público e conta também com a apresentação de resultados de um inquérito feito aos portugueses sobre o mesmo tema.

“O que foi o 25 de Abril”, quem foram os protagonistas dessa marcante data e como é que este dia é visto por Espanha, fazem parte de um leque de temas, também eles apresentados durante a conferência.

O encontro conta com a presença de Artur Santos Silva, actual presidente do conselho de administração da Fundação Gulbenkian e de Jorge Vala, director do Instituto de Ciências Sociais, outro dos promotores do evento.

Diana Ferreira Santos para Jornal Público
Link : http://www.publico.pt/politica/noticia/quatro-expresidentes-debatem-os-40-anos-do-25-de-abril-1631803

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A 38.ª Festa do Avante comemora o 40.º aniversário da Revolução

No ano em que se comemora o 40.º aniversário da Revolução de Abril, a 38.ª edição da Festa do Avante, que terá lugar nos dias 5, 6 e 7 de Setembro, no Seixal, vai dar centralidade aos “Valores de Abril no Futuro de Portugal”. A abertura da festa volta a fazer-se com música clássica, uma das apostas da edição deste ano.

Em ano de eleições autárquicas, o PCP destaca do seu programa de comemoração não só a organização de uma exposição, que já esteve patente em Bruxelas, por iniciativa dos deputados do PCP no Parlamento Europeu, mas também a edição de um folheto específico alusivo aos 40 anos da Revolução.

O PCP realiza também debates sob o lema “Valores de Abril no Futuro de Portugal”, sobre temas como  o Poder Local Democrático, Ensino e Cultura, Produção Nacional, Política de Justiça e Trabalho com Direitos.

A 24 de Abril será publicada uma edição especial do Avante! sobre a Revolução de Abril.

No âmbito da CDU, realizar-se-ão duas iniciativas, que vão contar com a participação do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa: a primeira terá lugar a 26 de Abril , em Vila do Conde; e a segunda está marcada para 27 de Abril, em Loures.

Diana Ferreira Santos para Jornal Público
Link: http://www.publico.pt/politica/noticia/festa-do-avante-com-musica-classica-pelo-segundo-ano-consecutivo-1631622

TSF à noite

Esta foi a minha primeira reportagem na TSF.
Resolvi fazer sobre a minha equipa, a equipa da noite, pois para começar pareceu-me bem... Mas não foi assim tão fácil !
Espero que gostem :)
Ana Pereira

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Biografia Eugénia Lima

Foi com muito gosto que fiz esta biografia e é com pena que se perde uma grande artista nacional.
Uma biografia de vida de Eugénia Lima, uma grande acordeonista portuguesa.
Ana Pereira

terça-feira, 1 de abril de 2014

Estágios, estágios e mais estágios

Boa tarde,
Não temos postado muita coisa, porque ambas entrámos em estágios curriculares, eu na TSF e a Diana no jornal Público.
Publicaremos reportagens, notícias e peças que vamos fazendo nos respectivos estágios.
Espero que continuem a visitar o nosso blog, vão haver muitas novidades!!!

Obrigada pela compreensão :)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Inclusão para o crescimento

São 8h00 e a mãe da Joana, já de banho tomado e arranjada para sair, vai acordar a sua filha para ela se despachar e ir para a escola. Como todos os dias, é uma “alegria ver a Joana a acordar”, pois esta adora levantar-se para ir para a escola, diz que é lá que pode “brincar e aprender muito”.
Às 8h30 a Joana está pronta e de pequeno-almoço tomado, vai ser um dia divertido, a menina de 10 anos está segura disso.
As aulas começam às 8h45 no Externato "2X2" (nome fictício), e hoje vão fazer uma simulação de uma prova, porque, como estão no 4º ano, têm exame este ano de Português e Matemática. A Joana está nervosa, mas diz que a sua professora a vai ajudar, porque “a prova para ela é lida em voz alta e o tempo que tem para a executar é maior”, explica a Professora Ana Maria enquanto senta os alunos consoante a planta previamente preparada.
Joana é uma aluna com NEE, isto é, com necessidades educativas especiais, pois apresenta um quadro médico que indica Síndome de Asperger, uma espécie de autismo, e a prova para ela decorre de uma maneira também ela especial, pois esta beneficia de um PEI (plano educativo especial). Este consiste em desenvolver competências específicas para a aluna e numa avaliação trimestral à criança, que tem como fim ajudá-la a conseguir atingir os objetivos propostos para o ano letivo.
Até aos cinco anos e desde os nove meses, a menina morena de sorriso fácil esteve na CERCI e quando chegou ao “Externato 2X2”, foi para o 2.º ano, pois o 1.º tinha sido completado numa escola em Lisboa. Com o programa de inclusão realizado pelo externato, a Joana passou do 2.º, para o 3.º e este ano para o 4.º ano, demonstrando muitos conhecimentos e facilidade na aprendizagem, conseguidos, também, pelo empenho da menina.

É do conhecimento geral que a família é a base para o crescimento e educação de uma criança. Também é reconhecido que a escola tem um papel muito importante para o desevolvimento destas, tanto a nivel cognitivo, como a nível social.
Cada vez mais vemos, em escolas privadas e públicas, crianças com necessidades educativas especiais e verificamos que quem as ensina acarreta um peso enorme às costas, bem como as restantes pessoas que as acompanham durante o dia.
Nas escolas particulares verifica-se a inclusão destes alunos, com acompanhamento de uma psicóloga, mas que apenas faz despistes, isto é, faz avaliações a vários alunos e posteriormente encaminha-os para um psicólogo particular e fora do colégio. Nas escolas públicas, o psicólogo acompanha os alunos ao longo do ano e dentro da escola e os professores têm, também, o apoio de professores de ensino especial, que acompanham os alunos duas vezes por semana dentro da sala de aula, com a professora de ensino recorrente presente.

Sara Gomes (nome fictício), professora na escola pública “Palmo e meio” (nome fictício), e repetente no que toca a assuntos de alunos com NEE, com casos de paralisia cerebral, défice cognitivo e cavernoma retro-lenticular direito, concorda com a inclusão que tem sido feita nos últimos anos com estas crianças, mas pensa que a mesma não foi feita da melhor forma, pois estas crianças "precisavam de muito mais horas de apoio por parte de um professor de educação especial, em sala de aula e atualmente, nem sempre é respeitado a redução de alunos por turma quando há alunos com NEE nas mesmas.". 
Professora há 13 anos, a mesma admite ser muito difícil dar a atenção necessária a um aluno com NEE "porque estes alunos requerem ajuda permanente para realizar as tarefas propostas". E explica como se faz a avaliação a estas crianças, dizendo que "Os alunos com NEE têm de cumprir o currículo do 1º ciclo tal como os restantes alunos e por isso têm que ser submetidos aos exames finais do 4º ano, contudo podem fazer um exame de escola, elaborado pelos professores da mesma. Caso um aluno com NEE tenha um currículo específico, não tem que cumprir o currículo do 1º ciclo mas este currículo limita-o extremamente, nem sequer pode tirar um curso técnico-profissional. Não existe um meio-termo.".
Acerca do "porquê" dos pais optarem por escolas de ensino regular, em vez de escolas de ensino especial, onde as crianças provavelmente teriam um melhor acompanhamento, Sara explica que "as escolas que existem para alunos com necessidades especiais têm casos muito graves e os pais acreditam que seria prejudicial para a evolução dos seus filhos estarem em contacto com elas. Acreditam, também, que o facto de estarem com crianças ditas normais as estimula. Por outro lado, em alguns casos, penso que a questão da aceitação do problema dos filhos também pesa na escolha.".

Decretos esclarecedores

O Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de janeiro de 2008, define os apoios especializados a prestar na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundários dos setores público, particular e cooperativo.
Este diploma legal dá a conhecer o pressuposto da educação especial, que é a “referenciação das crianças e jovens que eventualmente dela necessitem, a qual deve ocorrer o mais precocemente possível, detetando os fatores de risco associados às limitações ou incapacidades”.
Acerca do conhecimento deste decreto-lei, a Professora Ana Maria, do “Externato 2X2”, afirma “é um diploma do conhecimento geral na comunidade escolar, mas não é um documento que tenhamos sempre à mão para o ler e “tirar dúvidas”, porque os elementos mais importantes desse, à partida, sabemos de cor e pomos em prática. Exemplo disso, é a prova de avaliação, o exame final de 4.º ano, que quando entramos para dentro da sala de aula já temos que ter noção dos procedimentos a ter com certos alunos, caso estes tenham necessidade especiais.”
Todas as crianças com este tipo de necessidades, precisam do PEI e este, em conjunto com o relatório da professora, é o que vai concluir o processo que se vai realizar ao longo do ano com a criança, pois este é que diz as dificuldades e as maneiras de ultrapassá-las.




           

















Um relatório cego

As duas professoras, residentes em Lisboa, uma com 13 anos de experiência e a outra com mais de 30, nunca tiveram qualquer tipo de curso ou aprendizagem acerca de como lidar com crianças com necessidades educativas especiais, mas dizem “não concordar com isso”, pois por vezes acontecem situações complicadas de lidar e “não são os anos de serviço que facilitam nestas situações”.
Hoje em dia, são poucos os professores que têm cursos para além dos que tiraram, que estão direcionados para alunos com uma necessidade de ensino regular, apenas. Para ambas as professoras ainda não aconteceu terem um aluno com cegueira, mas questionam-se “se tiver-mos um aluno com cegueira, o que vamos fazer? A escola vai arranjar um intérprete?”
Em Julho de 2013 foi conhecido o Relatório da Inspeção-geral da Educação e Ciência, "Educação Especial: Respostas Educativas", respeitante ano letivo 2011/2012 e este dava conta de 9 agrupamentos, dos quais 3489 turmas com alunos com necessidades educativas especiais integrados. Ainda neste relatório verificaram-se alunos com necessidades especiais, como cegueira sem acompanhamento adequado ou mesmo sem ensino em braille e sem ensino de Língua Gestual ou sem intérprete. 
Por fim, o relatório referia, ainda, a insuficiência de professores e intérpretes para o número de alunos com necessidades especiais a frequentar as escolas analisadas e o ano letivo 2012/2013 desenvolveu-se sob os mesmos parâmetros e continuou com falta de professores, funcionários, transportes, intérpretes e técnicos.
Segundo um estudo realizado pela Escola Superior de Educação Almeida Garrett, a inclusão traz benefícios tanto para os professores como para os alunos com Necessidades Educativas Especiais, como a "interação entre colegas em turmas inclusivas, que oferece oportunidade às crianças para desenvolver e expandir o seu reportório de skills sociais; a inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade; para os professores o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.".

Um projecto especial

A FENPROF e a Confederação Nacional das Organizações de Deficientes, após a conclusão, no final do ano que passou, do projeto “A importância da escola na inclusão social de crianças e jovens com deficiência”, declara ter conseguido uma “avaliação muito positiva”. Ao realizar sessões em Évora, Castelo Branco, Santa Maria da Feira, Funchal, Lisboa e Ponta Delgada declaram ter havido nessas "excelentes contributos para a dinamização dos debates e para um melhor conhecimento da realidade.". 
Este projeto partiu de uma denúncia feita no início do presente ano letivo, sobre a falta de condições apresentadas aos alunos com Necessidades Educativas Especiais, devido às medidas negativas impostas pelo Ministério da Educação e Ciência, sendo estas salas separadas para os alunos com NEE, falta de docentes de Educação Especial, falta de psicólogos, terapeutas, falta de intérpretes de língua gestual, entre outros profissionais e que mesmo o ano letivo estando a meio, ainda prevalecem em muitas escolas estas restrições.
Na última conferência de imprensa dada acerca deste assunto, Ana Simões sublinhou que, "a escola pública inclusiva deve contemplar todos; e todos juntos devemos exigir respeito por estes alunos. Vamos continuar!".

Um dia em cheio

São 15h45 e as aulas acabaram para a Joana e para os seus colegas. De mochila às costas e de casaco já vestido a menina despede-se da professora Ana Maria com um beijo e sai a correr para o lanche que já está colocado nas mesas do refeitório.
Hoje não é dia de aula de apoio, é só às terças e quintas, então o pai da Joana aparece no portão às 16h15 para ir buscar a sua mais que tudo. Com um sorriso nos lábios e despedindo-se à pressa das suas amigas e colegas mais chegadas, corre para os braços do pai e pede-lhe que este lhe leve a mochila, pois “está muito pesada dos livros”. O pai questiona Joana acerca da prova, a qual lhe responde “correu bem”.
Foi um dia em cheio para a Joana e, tal como ela gosta, aprendeu e brincou muito.
Está quase a acabar o ano e a professora Ana Maria afirma “Só quero que a Joana seja feliz e que o futuro lhe sorria”.

sábado, 18 de janeiro de 2014

E o Óscar vai para ... Lisboa!

Numa altura em que os portugueses se vêm apertados com as medidas impostas pelo Governo e que os impostos teimam em subir, enquanto os salários diminuem ou se mantêm, Portugal recebe o prémio de melhor destino da Europa para City Breaks pelos World Travel Awards, os óscares do turismo. Esta nomeação resultou de uma votação online, na qual participaram profissionais do turismo e de viagens.

City Break para namorar?
Samantha e Pierre, casados há dois anos e ambos com 34, conheceram-se num grupo de visita pela capital, enquanto visitavam Portugal com amigos. Residentes em França, o que os fez visitar Portugal, foram os elogios rasgados dos amigos que já tinham visitado o nosso país. Adoram Portugal e sendo a cidade que os “juntou” fazem questão de vir cá, sendo esta a segunda vez, enquanto casal, que visitam e ficam hospedados em Lisboa. Questionados acerca do local onde estão a passar estes dias para “namorar”, respondem que o dinheiro da viagem e restaurantes que vão é poupado no local onde dormem, pois “o dinheiro não dá para tudo” e dizem estar no Hotel Duas Nações, de 2 estrelas, que segundo os mesmos tem preços bastante acessíveis. Pretendem por agora não alargar a sua viagem e, por isso, vão só visitar Lisboa.

Consumidor em Portugal
Frederik, residente na Dinamarca, tem 30 anos e está há duas semanas em Portugal, impulsionado pela família residente cá e pelos pais que, nasceram em Santarém, mas que por questões monetárias se mudaram para a Dinamarca. Pretende passar cá o Natal, mas volta antes do fim do ano, porque para trás deixou uma namorada que, por motivos profissionais, não o pode acompanhar. Carregado de prendas, solta um suspiro de cansaço quando as pousa nos chão. Impressionado com o preço dos produtos nas lojas, aproveitou e comprou prendas para a família toda. Admite não ser muito consumidor, mas que na época natalícia perde a cabeça. Diz ser a primeira vez que visita Portugal e garante voltar não só para visitar a família, mas para conhecer mais locais, sublinhando que adorou Belém e os pastéis típicos.

De elétrico para a capital 
Amante de viagens, Vinz é de  França, estuda e reside atualmente em Nova Iorque e, como se não bastasse, está a passar uma semana em Portugal, impulsionado por um elétrico que vendia pastéis de nata em Londres, onde esteve há um mês, de visita pela segunda vez, por ter lá amigos. Não veio sozinho, trouxe consigo amigos de várias nacionalidades e alguns portugueses que vieram passar o Natal com as suas famílias. Sendo francês e um viajante nato, admite não saber porque nunca teve a iniciativa de visitar um cidade “tão linda” como Lisboa. Admite também, que se sente triste por ter tantos amigos portugueses, a estudar com ele, e mesmo assim só ter sido convencido pelos “divinais” pastéis de Belém. Com amigos portugueses diz que vai ser mais fácil conhecer a capital, mas que o tempo não é muito, pois voltará para Lyon antes do Natal.
Apesar dos amigos terem as casas da família para ficar, Vinz preferiu ficar com os outros amigos, “não-portugueses”, hospedados no hotel “low cost” Independente, na Rua São Pedro de Alcântara e que, apesar do baixo custo, o hotel é original e mesmo o que ele queria.

Tabela 1- Dormidas por tipo e categoria de estabelecimento em Outubro de 2012 e 2013
Tabela 2- Resultados globais preliminares da atividade turística

Os hotéis de quatro estrelas foram os que verificaram maior número de dormidas em Outubro de 2013 e o número fixou-se nos 1 162,5. As pousadas registaram um aumento homólogo de 16,4% e os hotéis também evidenciaram um aumento de dormidas significativo.
Entre Outubro de 2013, todos os estabelecimentos hoteleiros alojaram, como se verifica, 1,3M de hóspedes, isto é, mais 5,6% que no mês homólogo do ano anterior. Quanto às dormidas, tendo em conta as pessoas residentes no estrageiro, houve um aumento de 8,6%.

City Breaks no Mundo
A motivação principal para visitar uma city break é conhecer uma cidade e as suas atracões monumentais, arquitetónicas, culturais,  comerciais, gastronómicas, etc.
City break entende-se como uma estadia de curta duração, com o objetivo de visitar as várias atrações da cidade escolhida.
O volume de viagens de city breaks mostram uma linha de evolução irregular, entre 1997 e 2004, com subidas e descidas pronunciadas, entre um ano e outro, segundo dados da pesquisa do European Travel Monitor.
Contudo, nos últimos anos, entre 2004 e 2013, esse número tem estagnado em níveis bastante consideráveis.
Segundo dados do INE, o país com maior número de dormidas em Portugal, é o Reino Unido com 27,3%, sendo que Espanha é o país com uma maior descida face a Outubro do ano passado de, respetivamente, -1,6%.
A França e a Alemanha, face a Outubro de 2012, tiveram uma subida bastante acentuada, de +34,0% e +17,5%, respetivamente.