quinta-feira, 1 de maio de 2014

"Custe o que custar, nós [os trabalhadores] venceremos"

Foi ao lado da Torre de Belém, no dia um de Maio, que decorreu mais uma manifestação da Unidade Geral de Trabalhadores. Este encontro teve como temas o aumento do salário mínimo, mais oportunidades para os jovens, condições de trabalho dignas, melhoria de salários e pensões, empregos de qualidade e um regime de segurança social público.

Em comemoração dos 40 anos do Dia do Trabalhador, para os manifestantes e apoiantes este teve um significado especial. Ao som de músicas de intervenção, as pessoas foram-se juntando para fazerem piqueniques e até para cumprimentarem pessoas que já não viam há algum tempo. O ambiente era de descontracção total, algumas pessoas passeavam os cães, outros andavam pelo jardim em brincadeiras com os mais novos e praticamente todos eles tinham bonés e bandeiras com o logótipo da UGT.

Desde crianças e adultos, as bandeiras no ar eram abanadas fervorosamente, uns como manifestantes, outros apenas “por piada” como diz Rute Pedreira, uma menina de oito anos.

Assim que os concertos acabaram, o palco encheu-se de todos os antigos e recentes sindicalistas da UGT. Os apoiantes e manifestantes foram-se juntando em frente ao palco para ouvirem os discursos dos representantes da UGT como o secretário-geral Carlos Silva e da sua presidente Lucinda Dâmaso.

Por volta das 16h30 começaram os discursos. Bruno Teixeira, representante do sindicato da juventude da UGT, foi o primeiro a discursar. “Hoje não podemos afirmar que estamos como dantes mas a democracia ainda não chega a todo o lado, sofremos consequências de outro tipo de ditadura - uma ditadura sem rosto e sem voz”.

Lucinda Dâmaso, a presidente da UGT, reforçou a ideia de que “não nos podemos esquecer das conquistas que tivemos” há 40 anos atrás. A “UGT tem sido o grande contribuinte para a liberdade”, vamos “sempre apoiar os trabalhadores”. A presidente não deixou de frisar o momento em que, há 128 anos, os trabalhadores conseguiram “mudar a maneira como somos tratados”.

“ Viva a UGT, viva a UGT, viva a UGT”, foi como Carlos Silva, actual secretário-geral da Unidade Geral dos Trabalhadores, conseguiu agarrar o público. Orgulhoso daqueles que lutaram pelos direitos dos trabalhadores, não esquece o passado. Os “homens dos descobrimentos” também não foram esquecidos neste dia que representa os 40 anos de Democracia – “a memória do passado é a mais viável lembrança de que não nos podemos esquecer”.
Para o governo “as pessoas estão em último lugar”, “nunca se preocupam com os direitos dos portugueses, desvalorizam os trabalhadores e abandonam os pensionistas”.

“Basta, basta, basta”. Carlos Silva terminou o seu discurso com um apelo aos portugueses – “votem no dia 25 de Maio. É na Europa que se tomam as decisões, é lá que queremos estar”.

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